pitacos oscar 2017 palpites prêmios o oscar etc

MBTS_1558.CR2

Melhor Filme
Deve ganhar
La La Land
Torço pra: Manchester à Beira-Mar
FaltouElle

Melhor Direção
Deve ganhar
: Damien Chazelle
Torço pra: Mel Gibson, Kenneth Lonergan
Faltou: Paul Verhoeven (Elle)

Melhor Ator
Deve ganhar: 
Casey Affleck
Torço pra: Casey Affleck
Faltou: Colin Farrell (O Lagosta), Adam Driver (Paterson)

Melhor Atriz
Deve ganhar: Emma Stone
Torço pra: Isabelle Huppert
Faltou: Amy Adams (A Chegada)

Ator Coadjuvante
Deve ganhar: 
Mahershala Ali
Torço pra: Lucas Hedges
Faltou: Patrick Stewart (Sala Verde), Devin Druid (Mais Forte que Bombas)

Atriz Coadjuvante
Deve ganhar: Viola Davis
Torço pra: Naomie Harris, Michelle Williams
Faltou: Gretchen Mol (Manchester à Beira-Mar)

Roteiro Original
Deve ganhar: Manchester à Beira-Mar
Torço pra: Manchester à Beira-Mar, O Lagosta
Faltou: PatersonDois Caras Legais

Roteiro Adaptado
Deve ganhar: Moonlight
Torço pra: Moonlight, A Chegada
Faltou: Elle

Filme de Animação
Deve ganhar: Zootopia
Torço pra: A Tartaruga Vermelha
Faltou: Your Name

Documentário
Deve ganhar: Eu Não Sou Seu Negro
Torço pra: Fogo no Mar
Faltou: Tickled

Filme Estrangeiro
Deve ganhar: O Apartamento
Torço pra: Toni Erdmann
Faltou: Elle

Trilha Sonora
Deve ganhar: La La Land
Torço pra: Jackie
Faltou: A Qualquer Custo

Efeitos Visuais
Deve ganhar: Mogli – O Menino Lobo
Torço pra: Kubo e as Cordas Mágicas
Faltou: O Bom Gigante Amigo

Melhor Fotografia
Deve ganhar: Moonlight
Torço pra: Silêncio
Faltou: A Qualquer Custo, Até o Último Homem

Canção Original
Deve ganhar: City of Stars, de La La Land
Torço pra: The Empty Chair, de Jim: The James Foley Story
Faltou: Loving, de Loving

Preferências – Melhor Filme

1- Manchester à Beira-Mar
2– Moonlight – Sob a Luz do Luar
3– Até o Último Homem
4– A Qualquer Custo
5– A Chegada
6– Lion – Uma Jornada Para Casa
7– Estrelas Além do Tempo*
8– Um Limite Entre Nós*
9– La La Land – Cantando Estações*

*NEM VI

top álbuns 10 melhores preferidos de 2016

rs-225659-h_14752434

Creio ter escutado menos de 1% do total de álbuns de rock lançados esse ano. E precisei de uma dose estrogênica de boa vontade pra terminar de ouvir metade deles. Dentre a minoria que valeu a pena, esses foram os melhores:

– Iggy Pop – Post Pop Depression
2 – Slaves – Take Control
3 – Swans – The Glowing Man
– Michael Kiwanuka – Love & Hate
5  Leonard Cohen – You Want it Darker
6 – Savages – Adore Life 
7 – Purling Hiss – High Bias
8 – Nine Inch Nails – Not The Actual Events
9 – P.J. Harvey – The Hope VI Demolition Project
10 – David Bowie – Blackstar

Também curti:

Bob Dylan – Fallen Angels
Pixies – Head Carrier
Metallica – Hardwired… To Self-Destruct
Bob Mould – Patch The Sky
Megadeth – Dystopia
Neil Young – Peace Trail
Warpaint – Heads Up

Não curti:

Blossoms – Blossoms
The xx – On Hold
The Last Shadow Puppets – Everything You’ve Come to Expect

A Falta de Música na Música do The Last Shadow Puppets

screen20shot202016-02-0520at2009_42_49

Quando um roqueiro tira folga de sua banda de estreia pra experimentar a estrada no banco do motorista numa carreira solo, a cartilha tradicionalmente favorece o florescimento do lado mais pessoal e artístico do músico, que na maioria dessas ocasiões escolhe o tipo de som que não se sentiria confortável em usar na sua própria banda. John Lennon e George Harrison conquistaram a contra-cultura ao assumirem um estilo com que, nos Beatles, eles só tinham permissão para flertar. Robert Plant aposentou os amplificadores do Led Zeppelin para se dedicar a baladas íntimas e sussuradas nos anos 80. E Johnny Rotten, dos Sex Pistols, não só mudou de estilo, como também de nome – voltou a ser o John Lydon do nascimento – e matou a própria persona que usava pra anunciar, aos berros, a revolução punk.

O The Last Shadow Puppets uniu dois exemplos que prometiam se juntar a essa regra. Alex Turner, recém-saído da puberdade eletrônica que foram os dois primeiros álbuns do Arctic Monkeys, e Miles Kane, que não produziu tantos hits quanto seu novo parceiro, mas que causou pequena comoção na comunidade indie com os esforços dos The Rascals. Ao invés de se permitirem fazer a música que os representasse pessoalmente, porém, a dupla abriu a porta para a tentação das abstrações e arrogâncias, o que resultou em The Age of The Understatement (2008), álbum de estréia cujo título denuncia de cara a prepotência que os jovens guitarristas usavam como roupagem. A música encontrada do lado de dentro era por si só pálida, séria e incompreensivelmente sonolenta.

Se nesse LP faltava o cinismo do Radiohead e a piscada de olho satírica de Josh Homme (em praticamente tudo que faz), seu segundo e último trabalho, Everything You’ve Come to Expect repete no título e conteúdo a arrogância que destila juramentos de empatia sonora. O violinista canadense Owen Pallett completa a parte filarmônica do álbum, enfeitando os refrões de Turner e Kane com pouco mais que artifício de perfumaria. É quando se começa a sugerir a total falta de algo que se conecte ao que os dois pretendem passar. Turner e Kane usam riffs de simplicidade ditática para ressoar ecos insossos afetados exageradamente por algumas das composições e arranjos mais planos que já se ouviram no rock independente. Um dos carros-chefe, Bad Habits, repete estrofes indolores e acordes incapazes de causar um arranhão. E para cada sugestão de despertar, como em The Element of Surprise, se arrasatam mais dez minutos das aborrecidas Aviation e Used To Be My Girl.

É a participação de Pallett, no entanto, que parece inflar exageradamente o vazio lírico do disco e escancarar o que, em seus primeiros minutos, era apenas uma ameaça: Nunca, em tanto tempo dedicando-me a ouvir e amar rock, eu ouvi algo tão sem alma, sem coragem ou sem honestidade como esta compilação, que durante toda a sua extensão faz a escolha pela máscara da música pop corporativa ao invés de um convite ao pessoal e ao talento escondido.

Se lá no final dos anos 70 John Lydon mostrou quem ele realmente era ao usar sua nova Public Image Ltd. para compor canções desafiadoras e libertadoras, em Everything You’ve Come to Expect a libertação musical de Alex Turner e Miles Kane restringe-se ao idealismo: às vezes a única falha de um plano é a sua execução. No plano aparentemente infalível do The Last Shadow Puppets, as ideias talvez funcionariam se continuassem para sempre apenas como ideias.

 

oscar 2016: pitacos

Melhor Filme
Deve ganhar: 
O Regresso
Torço pra: Mad Max: Estrada da Fúria
Faltou: Ex Machina

Melhor Diretor
Deve ganhar: Alejandro G. Iñárritu
Torço pra: George Miller
Faltou: Ridley Scott (Perdido em Marte), Todd Haynes (Carol)

Melhor Ator
Deve ganhar: Leonardo DiCaprio
Torço pra: Leonardo DiCaprio
Faltou: Samuel L. Jackson (Os 8 Odiados), Jacob Tremblay (O Quarto de Jack)

Melhor Atriz
Deve ganhar: Brie Larson
Torço pra: Brie Larson
Faltou: Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria)

Ator Coadjuvante
Deve ganhar: Sylvester Stallone
Torço pra: Mark Rylance
Faltou: Will Poulter (O Regresso), Paul Dano (Love & Mercy), Todo o elenco de Spotlight

Atriz Coadjuvante
Deve ganhar: Rooney Mara/Alicia Vikander
Torço pra: Jennifer Jason Leigh
Faltou: Alicia Vikander (Ex Machina), Phylicia Rashad (Creed – Nascido Para Lutar)

Roteiro Original
Deve ganhar: Spotlight
Torço pra: Ex Machina
Faltou: Os 8 Odiados

Roteiro Adaptado
Deve ganhar: A Grande Aposta/O Quarto de Jack
Torço pra: A Grande Aposta
Faltou: Anomalisa

Filme de Animação
Deve ganhar:
 Divertida Mente
Torço pra: Todos
Faltou: The ProphetSnoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme

Documentário
Deve ganhar: Amy
Torço pra: Amy
Faltou: Best of Enemies

Filme Estrangeiro
Deve ganhar: O Filho de Saul
Torço pra: O Filho de Saul
Faltou: As Mil e Uma Noites: Volume 2, O Desolado (Portugal)

Trilha Sonora
Deve ganhar: Os 8 Odiados
Torço pra: Os 8 Odiados
Faltou: Mad Max: Estrada da Fúria, Divertida Mente

Efeitos Especiais
Deve ganhar: O Regresso
Torço pra: Mad Max: Estrada da Fúria
Faltou: Homem-Formiga

Melhor Fotografia
Deve ganhar: O Regresso
Torço pra: Mad Max: Estrada da Fúria
Faltou: Perdido em MarteO Quarto de Jack

Canção Original
Deve ganhar: ‘Til it Happens to You, de The Hunting Ground
Torço pra: Manta Ray, de Racing Extinction
Faltou: Feels Like Summer, de Shaun: O Carneiro

Preferências – Melhor Filme:
1- Mad Max: Estrada da Fúria
2- A Grande Aposta
3- O Quarto de Jack
4- Perdido em Marte
5- Ponte dos Espiões
6- Spotlight
7- Brooklyn
8- O Regresso

 

 

 

 

 

 

top 10 álbuns de 2015

Crise econômica, desemprego, terrorismo, corrupção, desastre ambiental, minions, Eduardo Cunha, o pior time do Flamengo desde 95… 2015 foi um ano não só pra esquecer mas para selecionar, erradicar da memória coletiva e passar pra 2016 fingindo que não aconteceu. Na música não só não foi diferente, como aparentemente foi pior. Um ano tão fraco que dá concluir que as qualidades dos talentos musicais estão declinando na mesma proporção de velocidade com que os downloads ilegais são feitos. Ainda assim, ferramentas como Spotify e Deezer pouco fizeram para ajudar fãs e artistas nesse quesito, e o resultado é um ano fraco e sonolento para consumidores de música. Se não fosse pelo bom e velho metal, pelo bom e velho punk, pelo bom e velho bob dylan, desconfio se organizar uma lista de melhores discos do ano seria sequer possível.

Dentre os bons, porém, esses são os meus favoritos:

1. Kurt Vile – B’lieve I’m Goin’ Down
2. Sufjan Stevens – Carrie & Lowell
3. American Wrestlers – American Wrestlers
4. Iron Maiden – The Book of Souls
5. Bob Dylan – Shadows in the Night
6. Foo Fighters – Songs From the Laundry Room
7. Faith no More – Sol Invictus
8. Beach House – Thank Your Lucky Stars
9. Courtney Barnett – Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit
10. Girl Band – Holding Hands With Jamie

Também curti:

Cradle of Filth – Hammer of the Witches
Neil Young + Promise of the Real – The Monsanto Years
Foo Fighters – Saint Cecilia
Refused – Freedom
Mikal Cronin – MCIII
Death – N.E.W.
Kurt Cobain – Montage of Heck: The Home Recordings
Beach House – Depression Cherry
Nadine Shah – Fast Food
Sleater Kinney – No Cities to Love
Drenge – Undertow
Blur – The Magic Whip
Public Image Ltd. – What the World Needs Now

Não curti:

Father John Misty – I Love You, Honeybear
Belle and Sebastian – Girls in Peacetime Want to Dance
Best Coast – California Nights
Muse – Drones

110115-kurt-vile-henry-di

 

 

cisnes selvagens

O Swans é uma banda de percepções. Mesmo após ouvir um álbum completo do grupo, se convencer de que existem instrumentos sendo tocados, vozes cantando e uma etiqueta de um gênero para o som, é difícil convencer qualquer ouvinte de que o que ele acabou de escutar pode ser considerado música. Ao invés disso, prefere-se convencê-lo a perceber, dentro do retalho de sons que acabou de ouvir, algum significado, por mínimo e superficial que seja.

De fato, o concretismo sonoro do líder Michael Gira teve, em sua história, fases de questionamento artístico. Um dos EPs mais caóticos da banda, Young God, por exemplo, podia ter sido vendido como uma mixagem de efeitos sonoros roubados de um filme de terror. Outros álbuns mais “completos” sequer obedecem ao conceito primitivo de uma melodia. Sem harmonia, progressão, afinamento, os Swans ainda conseguiram o essencial: gente que os escutasse – mesmo que sem completamente entendê-los.

Para fins didáticos, porém, jornalistas preferem classificar a banda como post-punk, um termo tão vasto e abstrato que qualquer torneira pingando em cima de um tambor de pele de touro pode se enquadrar no gênero sem polêmicas. Nos últimos álbuns do grupo, o trabalho da turma de Michael Gira recebeu a recomendação de que talvez estivesse seguindo o post-rock: outro ninho de definição pra qualquer espécie, mas que é mais lembrado como sendo a propriedade privada de bandas como Sigur Rós e Mogwai.

De qualquer forma, qualquer gênero parece inútil assim que as primeiras guitarras da banda se fazem soar. Por isso mesmo, recomendar o Swans para alguém é que nem recomendar a uma pessoa que ela arranque a unha do dedão do pé, jogue sal e azeite dentro e depois pressione a unha de volta. É bem possível que ela vá odiar e nunca mais vai querer experimentar coisa parecida. É bem possível também que ela mude seus conceitos pessoais do que é música, do que é som e impulso harmônico, e das razões pelas quais ela escuta música, em primeiro lugar. Essas razões, desafiadas por Gira durante todos os mais de 30 anos de estrada de sua banda, parecem ter ficado um pouco mais claras (porém não mais confortáveis) com To Be Kind, sua última obra (prima). Na falta de exagero maior, continua sem parecer música, mas sim algo muito melhor, ainda sem definição e sem história, cuja aceitação é segurada pelo público que ainda não acredita estar preparado para algo tão desafiador e – por que não -, divino.

 

pitacos sobre o oscar o oscar ele

Melhor Filme:
Deve ganhar: Birdman/Boyhood
Torço pra: Whiplash

Melhor Diretor:
Deve ganhar: Alejandro Iñarritu (Birdman)
Torço pra: Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste)

Melhor Ator:
Deve ganhar: Eddie Redmayne/Michael Keaton
Torço pra: Michael Keaton

Melhor Atriz:
Deve ganhar: Juliane Moore
Torço pra: Marion Cotillard

Melhor Ator Coadjuvante:
Deve ganhar: J.K. Simmons
Torço pra: J.K. Simmons

Melhor Atriz Coadjuvante:
Deve ganhar: Patricia Arquette
Torço pra: Emma Stone

Melhor Roteiro Original:
Deve ganhar: Birdman
Torço pra: O Grande Hotel Budapeste

Melhor Roteiro Adaptado:
Deve ganhar: O Jogo da Imitação
Torço pra: Whiplash

Melhor Animação:
Deve ganhar: Operação Big Hero/Como Treinar o Seu Dragão 2
Torço pra: O Conto da Princesa Kaguya

Melhor Fotografia:
Deve ganhar: Birdman
Torço pra: O Grande Hotel Budapeste

Melhor Trilha Sonora:
Deve ganhar: A Teoria de Tudo
Torço pra: O Grande Hotel Budapeste

Melhor Filme Estrangeiro:
Deve ganhar: Ida
Torço pra: Leviatã

Melhor Documentário:
Deve ganhar: Citizenfour/Finding Vivian Maier
Torço pra: Citizenfour

Melhores Efeitos Visuais:
Deve ganhar: Interestellar
Torço pra: Guardiões da Galáxia

Melhor Canção Original:
Deve ganhar: Glory (Selma)
Torço pra: I’m Not Gonna Miss You (Glenn Campbell – I’ll Be Me)