oscar 2018: pitacos palpites

phantom-thread

Melhor Filme
Deve ganhar: A Forma da Água
Torço para: Corra!, Trama Fantasma
Faltou: mãe!Detroit em Rebelião

Melhor Direção
Deve ganhar: Guillermo Del Toro
Torço para: Paul Thomas Anderson
Faltou: Todd Haynes (Sem Fôlego), Kathryn Bigelow (Detroit em Rebelião)

Melhor Ator
Deve ganhar: Gary Oldman
Torço para: Daniel Kaluuya, Daniel Day-Lewis
Faltou: Robert Pattinson (Bom Comportamento)

Melhor Atriz
Deve ganhar: Frances McDormand
Torço para: Sally Hawkins
Faltou: Nicole Kidman (O Sacrifício do Cervo Sagrado), Kristen Stewart (Personal Shopper)

Melhor Ator Coadjuvante
Deve ganhar: Sam Rockwell
Torço para: Richard Jenkins
Faltou: Algee Smith e Will Poulter (Detroit em Rebelião), Mark Hamill (Star Wars – Os Últimos Jedi)

Melhor Atriz Coadjuvante
Deve ganhar: Alisson Janney
Torço para: Laurie Metcalf
Faltou: Michelle Pfeiffer (mãe!), Vicky Krieps (Trama Fantasma)

Melhor Roteiro Original
Deve ganhar: A Forma da Água
Torço para: Corra!
Faltou: Detroit em RebeliãoColossal, mãe!

Melhor Roteiro Adaptado
Deve ganhar: Me Chame Pelo Seu Nome
Torço para: Me Chame Pelo Seu Nome
Faltou: Sem Fôlego

Filme de Animação
Deve ganhar: Viva – A Vida é Uma Festa
Torço para: The Breadwinner
Faltou: A Menina Sem MãosLEGO Batman: O Filme

Filme em Língua Estrangeira
Deve ganhar: O Insulto
Torço para: Uma Mulher Fantástica
Faltou: Thelma (Noruega), Os Iniciados (África do Sul)

Melhor Documentário
Deve ganhar: Visages, Villages
Torço para: Visages, Villages
Faltou: Jim & Andy: The Great Beyond

Trilha Sonora
Deve ganhar: Dunkirk
Torço para: Trama Fantasma
Faltou: Terra Selvagem

Melhor Fotografia
Deve ganhar: Blade Runner 2049
Torço para: Dunkirk
Faltou: Me Chame Pelo Seu Nome

Efeitos Visuais
Deve ganhar: Planeta dos Macacos: A Guerra
Torço para: Planeta dos Macacos: A Guerra
Faltou: Okja

Canção Original
Deve ganhar: Mighty River, de Mudboud: Lágrimas Sobre o Mississipi
Torço para: Mystery of Love, de Me Chame Pelo Seu Nome
Faltou: The Pure and The Damned, de Bom Comportamento

 

 

Anúncios

Mark E. Smith (1957-2018)

mark.jpg

“I got everything I want, except for hungry.
The Fall – Barmy

top 10 filmes mais preferidos melhores cinema 2017

Percebe-se por essa lista que o meu gosto se limita às vezes bastante ao cinema B (com b maiúsculo), de fantasia, terror, ação e ficção científica. Mas percebe-se também que eu não dispenso aquele bom e descarado filme autoral de festival metido à besta pra discutir a semiótica da construção cenográfica etc.

Esta lista contém filmes lançados em 2017 no Brasil ou em seus respectivos países de origem. Sei lá.

10. A Atração, de Agnieszka Smoczynska
the lure

9. John Wick – Um novo Dia Para Matar, de Chad Stahelski
john wick

8. Thelma, de Joachim Trier
thelma

7. O Sacrífico do Cervo Sagrado, de Yorgos Lanthimos
the-killing-of-a-sacred-deer-ksd_02198_rgb-3000

6. mãe!, de Darren Aronofsky
mãe

5. LEGO Batman – O Filme, de Chris McKay
lego batman

4. Grave, de Julia Ducournau
grave

3. Personal Shopper, de Olivier Assayas
personal shopper

2. A Vilã, de Jung Byung-Gil
vilã

1. Corra!, de Jordan Peele
corra

Também Curti:

Vazante, de Daniela Thomas
Detroit em Rebelião, de Kathryn Bigelow
Okja, de Joon-Ho Bong
Dunkirk, de Christopher Nolan
Green Light, de Seong-Min Kim
Guardiões da Galáxia Vol. 2, de James Gunn
Mulher-Maravilha, de Patty Jenkins
Corp, de Pablo Polledri
Música Para Quando as Luzes se Apagam, de Ismael Caneppele
O Projeto do Meu Pai, de Rosária Moreira
Jogo Perigoso, de Mike Flanagan
Em Ritmo de Fuga, de Edgar Wright
A Grande Muralha, de Zhang Yimou
Star Wars – Os Últimos Jedi, de Rian Johnson
As Faces de Toni Erdmann, de Maren Ade
Jim & Andy, de Chris Smith
Alien: Covenant, de Ridley Scott

Não Curti: 

O Estranho Que Nós Amamos, de Sofia Coppola
Logan, de James Mangold
Kong: A Ilha da Caveira, de Jordan Vogt-Roberts
O Livro de Henry, de Colin Trevorrow
IT – A Coisa, de Andy Muschietti
A Múmia, de Alex Kurtzman
Brigsby Bear, de Dave McCary
Thor: Ragnarok, de Taika Waititi
Ao Cair da Noite, Trey Edward Schults
Assassinato no Expresso do Oriente, de Kenneth Branagh

top 10 melhores mais favoritos álbuns de 2017 música

A guitarra do Kurt Vile chamou a da Courtney Barnett para dançar e as duas parecem ter virado melhores amigas. Stephin Merritt olha para trás na carreira e criou uma música para cada um dos 50 anos de sua vida até então. Emily Haines dá um tempo do Metric para criar ambientes musicais para se imergir sozinho dançando enquanto espera a roupa secar. Uns moleques de Bristol tiraram o punk da gaveta e a-va-ca-lha-ram todo o cenário hardcore. O Foo Fighters foi o Foo Fighters e o Arcade Fire não foi o Arcade Fire. Esse ano teve de tudo e ainda faltou muita coisa. O que não faltou foi artistas na faixa dos 20 anos aprendendo a fazer música e medalhões na faixa dos 40 fazendo o contrário. Ainda assim o balanço foi positivo e estes são os meus preferidos:

10. Beck – Colors

beck

9. Marika Hackman – I’m Not Your Man

marika

8. Code Orange – Forever

code orange

7. Feist – Pleasure

feist

6. Cavalera Conspiracy – Psychosis

cavalera

5. The Magnetic Fields – 50 Song Memoir

The-Magnetic-Fields-50-Song-Memoir-1479398892

4. Courtney Barnett & Kurt Vile – Lotta Sea Lice

courtney_barnett_kurt_vile_lotta_sea_lice

3. Mastodon – Emperor of Sand

mastodon

2. The War On Drugs – A Deeper Understanding

A-Deeper-Understanding-cover-980x980

1. Idles – Brutalism

idles

Também curti:

Nine Inch Nails – Add Violence
Foo Fighters – Concrete and Gold
Power Trip – Nightmare Logic
TORRES – Three Futures
Laura Marling – Semper Femina
Manchester Orchestra – A Black Mile to the Surface
Neil Young + Promise of the Real – The Visitor
Neil Young – Hitchhiker
Bob Dylan – Triplicate
Mac DeMarco – This Old Dog
Sufjan Stevens – Mystery of Love
Emily Haines & The Soft Skeleton – Choir of the Mind

Não curti:

The xx – I See You
Arcade Fire – Everything Now
St. Vincent – Masseduction
Kasabian – For Crying Out Loud
Queens of The Stone Age – Villains
Charly Bliss – Guppy

the war on drugs é a melhor banda de rock em atividade

granduciel

Há diversos motivos pelos quais o Foo Fighters surge a cada dois anos destruindo posições nos chartings, batendo recordes de visualizações e em streaming, lotando o Wembley em cinco apresentações em sete noites seguidas, etc. Alguns desses motivos, como a óbvia qualidade e energia que a banda transmite, são mais fáceis de apontar. Outros, como o inebriante carisma de David Grohl e do bateirista Taylor Hawkins, tem um efeito mais subliminar nas hordas de fãs da banda. O fator musical envolvido na composição de suas músicas, porém, segue sendo o ponto chave de um sucesso que nunca dá sinais de cansaço. Tão simples quanto o título de um de seus últimos triunfos, Run, é a fonte da explosão imaginativa de Grohl e cia.: os Foo Fighters fazem a música que querem tocar, não a que querem ouvir.

A explicação pode ser ativada para entender não só como funciona a crise criativa pela qual passa a música pop atual, mas também para melhor perceber as razões pelas quais bandas que participavam de um tornado indie em meados dos anos 2000 hoje lutam para serem minimamente relevantes. Se o Kasabian construiu carreira sob influência do Britpop dos anos 90, e em 2017 lançam um álbum como For Crying Out Loud, significa que estão agora fazendo músicas que eles queriam ouvir das guitarras de seus ídolos, e não necessariamente a música que eles querem que saiam das suas. Em que o outrora furioso Interpol se tornou, senão em uma banda cover de seu primogênito Turn On The Bright Lights? E o Pixies, após causar o maremoto que varreu a ineficácia do rock alternativo nos anos 80, hoje se esforça em ser uma banda que se pareça com o Pixies de verdade.

O pensamento de que essas bandas tocam o que querem ouvir (ou que acham que as pessoas querem ouvir) ao invés de tocar o que elas próprias querem criar tem variações dentro do mercado. Nunca foi tão fácil encontrar, por exemplo, grupos produzindo o que chamam “álbuns conceito”, onde escolhem um conceito temático e/ou alegórico para exercer sua música ao redor da funcionalidade deste conceito. De que outra maneira pode-se explicar porque Sufjan Stevens criou álbuns de duas horas inteiramente sobre figuras temáticas como “estados da federação dos EUA” ou “animais do horóscopo chinês”, e mesmo assim acabe por produzir discos tão pouco inspirados? E como analisar o fato de que em Carrie & Lowell, álbum nascido de um impulso emotivo (a morte da mãe, as lembranças e sentimentos invocados com a perda), Stevens tenha feito a melhor obra de toda a sua carreira?

Nem sempre a culpa é criativa. Pode ser também dos vários e poderosos fatores que compõem, controlam e sustentam o trabalho artístico de um músico de rock. Se a pressão de gravadoras nos trazem artistas de metal cada vez mais automáticos e menos inspirados a cada segundo álbum lançado (o que quase sempre resulta na fragmentação de integrantes), o clamor por um público mais abrangente impulsiona músicos a formatarem suas composições ao modelo de uma imagem que adotam para si. Assim pipocam, todos os anos, Alex Turners e Miles Kanes em gravações para cumprir tabela, vendendo na feira fonográfica várias coisas que não tem necessariamente a ver com música. Uma música que eles querem ouvir das guitarras tocadas por seus alter-egos, não a que eles pessoalmente querem compor.

O hábito e a arte de fazer música envolvem talvez as mais primitivas e explícitas emoções envolvidas num trabalho de criação. Na quietude de um quarto escuro e na solidão da companhia de um piano, um violão ou um bloco de notas, um compositor escolhe traduzir em palavras ou notas aquilo que está dentro de si. É um ofício íntimo, de onde surge a condução ao que existe de mais secreto em relação ao modo como um artista pensa, sente ou se comporta. Desse momento ao instante em que nossos ouvidos reconhecem as primeiras batidas o artista escolhe compartilhar o seu talento e dividi-los conosco. Conhecemos pessoas através das letras que escrevem, das letras que cantam, dos solos de guitarra que improvisam debaixo de luzes sob um palco em temperaturas de 30ºC.

É essa ligação involuntária e instintiva que transforma pequenos gênios em grandes ídolos, pequenas bandas em grandes escapes de energia. Compositores tímidos se tornam conselheiros, confessionários ambulantes em sintonia com os sentimentos e pensamentos mais secretos de quem está do outro lado do rádio. Não é possível se conectar com quem ouve se um dos lados da conexão se livrou do componente humano e escolheu o fator corporativo, “conceitual”, visual ou se simplesmente não houver honestidade.

É onde entra o The War on Drugs.

Adam Granduciel

Se alguém olhar a figura magra, cabisbaixa e mal-vestida que é Adam Granduciel andando na calçada e adivinhar que debaixo dos cabelos cumpridos e oleosos se esconde o maior compositor de rock da atualidade, seu sentido de percepção é aguçado, mas não totalmente sobrenatural: Adam Granofsky, 38 anos e natural de Massachussetts, virou exemplo do fenótipo atual de um rock star. Foram-se os topetes, os laquês, as roupas de couro, as botas e as maquiagens. Para a geração de Granofsky, é o suficiente que para que se seja ouvido, primeiro seja preciso ser entendido. E se há maneira melhor de entender uma pessoa senão pela forma como ela se veste para se apresentar em um show diante de 20.000 pessoas, ninguém até agora a conhece.

Faz sentido que Granofsky se vista e se apresente da forma como ele realmente é, assim, sem filtros. Seu plano inicial quando formou o The War on Drugs era apenas compor canções com quem dividiria no palco com o colega e co-fundador da banda Kurt Vile. E ali ficou, escondido nas sombras dos palcos, enquanto o companheiro recitava algumas das canções mais emocionalmente diferenciadas a surgir no rock alternativo em muito tempo. As plateias foram crescendo na mesma proporção das ambições. Kurt Vile saiu depois do segundo álbum, em 2011, em busca de carreira-solo. Granofsky tomou pra si as responsabilidades criativas do grupo e procurou refinar sua identidade musical.

Até que parou numa crise de depressão que o derrubou. O impacto foi tão intenso quanto prolífico: dele saiu o primeiro álbum da banda sem a contribuição de Vile, Lost in The Dream, projeto que consolidou a reputação da banda, que agora começava a despontar com ferocidade em rádios alternativas pelo mundo. Não como a “nova grande banda”. Muito menos como “Uma banda com futuro”. Aqui já era “uma das melhores bandas tocando atualmente no cenário alternativo”. Ainda assim, continuava escondida, emburrada e recolhida a figura central por trás do fenômeno. Granofsky até estampou a capa do álbum, mas o fez ao seu modo: de lado, braços cruzados e com o rosto enfiado dentro das madeixas.

Talvez pareça pouco chamar de “sucesso” o que provavelmente seja a “comoção” que o The War on Drugs causou com Lost in The Dream. Ali estava um álbum de camadas eletrônicas entrelaçadas com um espírito de folk e garagem. Um álbum que repetia quase manualmente as fórmulas musicais das bandas heartland dos anos 80. Letras cantadas, sussurradas, berradas – às vezes interceptadas com um “WHOOW” de êxtase conforme a música tomava corpo – pareciam se instalar na parte mais sensível do cérebro e ali permanecer por dias após a última faixa atingir o fim. Granofsky havia conseguido traduzir o seu eu em música. Havia conseguido explicar o que era o The War on Drugs e o que eles estavam ali para fazer.

Senão, como explicar uma banda que exibia tão explicitamente as influências de Bruce Springsteen, Bob Dylan, Neil Young e Tom Petty, e ainda assim parecia fazer o som mais original já ouvido? E como melodias tão rápidas, empolgantes e vivas conseguiam também passar tamanha sensação de melancolia? Como letras de teor tão desesperador ao mesmo tempo invocavam o mais intenso dos sentimentos de esperança? E de que forma conseguiu Granofsky, responsável solitário de todas as faixas no álbum, fazer com que tudo parecesse ter sido composto a seis mãos?

Como entender a intensidade com a qual a angústia e o desespero da solidão são evidenciados? (“Lá longe tem um sol negro se erguendo/ Tem uma lua por trás da chuva da meia-noite/ Como eu posso me aproximar de mim/ Como então ser livre?“). Uma construção de fantasias, se pode definir o conteúdo lírico de Granofsky, que se despe de bloqueios mentais e expõe o próprio consciente na praça pública que são as letras do álbum  (“Só estou um pouco abalado aqui agora/ É, eu estou completamente sozinho/ Vivendo no escuro”).

E se são assim fortes as estrofes, elas talvez não chamariam tanta atenção se não fossem cercadas de um trabalho coletivo tão primoroso. Como deixar de lembrar da bateria de Charlie Hall, que por vezes faz parecer que a banda toca em volta e por causa dela? Ou dos riffs do baixista David Hartley, que conduz toda a melodia na personificação exata de um maestro? Igualmente e mais claramente mítica é a participação do tecladista Robbie Bennett, que envolve toda a produção numa fita nostálgica e ao mesmo tempo futurística. Granofsky havia conseguido fazer, junto a eles, com que sua música fosse reverenciada antes que dê tempo de uma segunda ouvida. Três anos depois, as dez faixas do disco ainda batem com a mesma raiva com que foram lançadas na sua origem.

A Deeper Understanding

Não que três anos seja tempo o suficiente para se desacostumar do impacto psicológico de Lost in The Dream, mas é o tempo que levou para que Adam Granduciel reconstruísse suas motivações para fazer música. Uma depressão que quase o matou serviu de combustível para uma música que viria a ser o seu tratamento. E em A Deeper Understanding Granofsky dá o antídoto para a doença. A cura, para ele, está sempre no ofício de compor, de escrever, e de passar suas angústias, agora neutralizadas, para seus ouvintes em forma de uma outra obra-prima musical.

Se no disco anterior a cura estivesse sempre sendo sugerida, aqui ela é abraçada. Granofsky toma conta de sua vida novamente, o que se traduz em um álbum que de tão sólido, maduro e robusto faz com que seu antecessor pareça ter sido feito sob efeitos de alucinantes. A depressão, segundo Granofsky passa a ser um obstáculo deixado para trás, o qual podemos enxergar se virarmos as costas, mas para o qual jamais podemos voltar se estivermos apoiados no recife seguro do amor, das amizades e na construção de uma vida e família novas (“Estive prestes a cair pro outro lado/ E eu sempre continuo a me empurrar de volta“) canta ele com um ímpeto explosivo de felicidade na formidável Nothing to Find.

Bruce Springsteen ainda está lá, se fazendo presente em cada solo de Anthony LaMarca, ou de cada sugestão da presença de uma gaita solitária. Bob Dylan parece estar cantando do nosso lado, tamanho é o seu reflexo na voz de Granofsky. Ainda assim, não é possível disassociar a figura própria do The War on Drugs em cada minuto de A Deeper Understanding. Um caso raro – e precioso – do equilíbrio de uma banda com suas influências, e de como o resultado disso transpira originalidade pura.

Como em uma jornada psicológica para conhecer a si mesmo, passar pela discografia do The War on Drugs e culminar em seu último álbum é revelador tanto sobre a banda quanto sobre quem a ouve. Para nós, fica a identificação com cada doloroso desabafo de Adam Granofsky. E a certeza de que estamos sendo testemunhas a um tipo de música sendo feito por quem a quer fazer, não por a quem quer ouvir. Um tipo de música que leva tempo para surgir, mas que também demora para se dissipar no ar. Pois que estejamos para sempre envoltos na nuvem de fumaça do The War on Drugs.

WarOnDrugs-Gus-Philippas17942

pitacos oscar 2017 palpites prêmios o oscar etc

MBTS_1558.CR2

Melhor Filme
Deve ganhar
La La Land
Torço pra: Manchester à Beira-Mar
FaltouElle

Melhor Direção
Deve ganhar
: Damien Chazelle
Torço pra: Mel Gibson, Kenneth Lonergan
Faltou: Paul Verhoeven (Elle)

Melhor Ator
Deve ganhar: 
Casey Affleck
Torço pra: Casey Affleck
Faltou: Colin Farrell (O Lagosta), Adam Driver (Paterson)

Melhor Atriz
Deve ganhar: Emma Stone
Torço pra: Isabelle Huppert
Faltou: Amy Adams (A Chegada)

Ator Coadjuvante
Deve ganhar: 
Mahershala Ali
Torço pra: Lucas Hedges
Faltou: Patrick Stewart (Sala Verde), Devin Druid (Mais Forte que Bombas)

Atriz Coadjuvante
Deve ganhar: Viola Davis
Torço pra: Naomie Harris, Michelle Williams
Faltou: Gretchen Mol (Manchester à Beira-Mar)

Roteiro Original
Deve ganhar: Manchester à Beira-Mar
Torço pra: Manchester à Beira-Mar, O Lagosta
Faltou: PatersonDois Caras Legais

Roteiro Adaptado
Deve ganhar: Moonlight
Torço pra: Moonlight, A Chegada
Faltou: Elle

Filme de Animação
Deve ganhar: Zootopia
Torço pra: A Tartaruga Vermelha
Faltou: Your Name

Documentário
Deve ganhar: Eu Não Sou Seu Negro
Torço pra: Fogo no Mar
Faltou: Tickled

Filme Estrangeiro
Deve ganhar: O Apartamento
Torço pra: Toni Erdmann
Faltou: Elle

Trilha Sonora
Deve ganhar: La La Land
Torço pra: Jackie
Faltou: A Qualquer Custo

Efeitos Visuais
Deve ganhar: Mogli – O Menino Lobo
Torço pra: Kubo e as Cordas Mágicas
Faltou: O Bom Gigante Amigo

Melhor Fotografia
Deve ganhar: Moonlight
Torço pra: Silêncio
Faltou: A Qualquer Custo, Até o Último Homem

Canção Original
Deve ganhar: City of Stars, de La La Land
Torço pra: The Empty Chair, de Jim: The James Foley Story
Faltou: Loving, de Loving

Preferências – Melhor Filme

1- Manchester à Beira-Mar
2– Moonlight – Sob a Luz do Luar
3– Até o Último Homem
4– A Qualquer Custo
5– A Chegada
6– Lion – Uma Jornada Para Casa
7– Estrelas Além do Tempo*
8– Um Limite Entre Nós*
9– La La Land – Cantando Estações*

*NEM VI

top álbuns 10 melhores preferidos de 2016

rs-225659-h_14752434

Creio ter escutado menos de 1% do total de álbuns de rock lançados esse ano. E precisei de uma dose estrogênica de boa vontade pra terminar de ouvir metade deles. Dentre a minoria que valeu a pena, esses foram os melhores:

– Iggy Pop – Post Pop Depression
2 – Slaves – Take Control
3 – Swans – The Glowing Man
– Michael Kiwanuka – Love & Hate
5  Leonard Cohen – You Want it Darker
6 – Savages – Adore Life 
7 – Purling Hiss – High Bias
8 – Nine Inch Nails – Not The Actual Events
9 – P.J. Harvey – The Hope VI Demolition Project
10 – David Bowie – Blackstar

Também curti:

Bob Dylan – Fallen Angels
Pixies – Head Carrier
Metallica – Hardwired… To Self-Destruct
Bob Mould – Patch The Sky
Megadeth – Dystopia
Neil Young – Peace Trail
Warpaint – Heads Up

Não curti:

Blossoms – Blossoms
The xx – On Hold
The Last Shadow Puppets – Everything You’ve Come to Expect